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Poço de Carbono Juruena e Projetos patrocinados pela Petrobras plantarão 4.500 mudas de espécies ameaçadas

Posted on quarta-feira, 17 de julho de 2019 Nenhum comentário

O Projeto Poço de Carbono Juruena, em conjunto com outros 14 projetos ambientais, plantarão cerca de 4.500 mudas em várias regiões do país no próximo dia 17. O Poço de Carbono Juruena é o responsável pelo plantio de 1.500 mudas nativas de 65 espécies da Amazônia como Castanheira, Ipê, Cedro, Mogno, Parica, no município de Juruena (MT). Essa iniciativa faz parte de uma ação coletiva, resultado da integração de projetos patrocinados pela Petrobras, a maioria da linha Florestas e Clima, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
Na cultura popular brasileira, a proteção das florestas é personificada na figura mítica do Curupira, um espírito mágico que habita as florestas e ajuda a protegê-las. Por este motivo, o dia 17 de julho também é considerado o Dia do Curupira, o “protetor das florestas”. Por isso, nesta data muitas ações práticas são realizadas para mostrar a importância de fazer algo para proteger as florestas.
Essa ação, que envolverá crianças, jovens, universitários, comunidades tradicionais e povos indígenas, pretende reforçar a importância da proteção das florestas não só para a regulação do clima, mas também para a manutenção da vida no planeta. A ideia é aproximar as pessoas e a natureza, disseminando conhecimentos sobre as espécies ameaçadas, a necessidade de recuperação e preservação dos recursos para gerações futuras e a utilização das plantas em várias atividades humanas como a alimentação, o uso medicinal, a produção de cosméticos, entre outros.
Esta ação conta com uma campanha digital nas redes sociais dos projetos participantes com a hashtag #florestaseclima e #juntospelomeioambiente.
O projeto Poço de Carbono Juruena
Na cultura tradicional indígena dos povos do Noroeste de MT, a castanheira (Bertholletia excelsa) é a árvore da vida, de cujo fruto nasceram os primeiros seres humanos. Esta espécie manejada num trabalho importante de extrativismo que inclui jovens, mulheres e homens, indígenas e agricultores familiares organizados em associações e cooperativa gerando renda e valorizando a floresta em pé. Além disso, a árvore mais frondosa da floresta também é cultivada em sistemas agroflorestais.
Somando o plantio deste dia de Proteção às Florestas e o plantio de espécies nativas do último ciclo chuvoso, o projeto já plantou 215 mil mudas de espécies nativas consorciadas em sistemas agroflorestais, recuperando recuperou 91 hectares de áreas degradas.
Parte da produção destas áreas garante a segurança alimentar das famílias que participam do projeto Poço de Carbono Juruena e a produção adicional é usada para a geração de renda para estas famílias. Por ser um período de estação seca na Amazônia, o projeto executará o plantio das mudas no Dia de Proteção às Florestas em áreas de agricultores que já possuem plantios irrigados.

Conheça abaixo os projetos envolvidos nessa ação de proteção às florestas:

ESTADO
PROJETO
LINK DO PROJETO
N° DE MUDAS
BIOMA
PRINCIPAIS ESPÉCIES A SEREM PLANTADAS
SP/PR
Projeto Agroflorestar

 150
Mata Atlântica
Palmeira-juçara (principalmente), Jatobá, Guanandi, Grumixama, Gabiroba, Cedro, Guapiruvu, Canela-niúva, Ipê-amarelo, Araçá-vermelho.

AM
Projeto Amazonas sustentável
300
Amazônia
Castanheira, Cacau, Açaí, Cupuaçu, Acerola
RS
Projeto Ar, Água e Terra
500
Mata Atlântica
Araticum,
Butiá, Canela, Chal-chal, Cocão erva-mate,  Guabiroba,  Juçara, Pata-de vaca e Pau-brasil
BA
Projeto CO2 Manguezal
100
Mata Atlântica
Pau-brasil, Jatobá, Landi Carvalho, Saboneteira, Inhaíba, Ipê roxo, Canafístula, Urucum, Jenipapo, Jabuticaba, Angelim, Ingá
CE
Projeto De Olho na Água
715
Caatinga/  Ecossistema manguezal
Tabebuia Sp., Rhizophora mangle e Laguncularia racemosa
RJ
Projeto Guapiaçu Grande Vida (GGV)
300
Mata Atlântica
Garapa, Jequitibá-rosa,
Cedro-rosa, Imbirema,
Jacarandá-da-bahia,
Palmito-juçara, Braúna, Pau-brasil, Cambucá,
Bicuíba
CE
Projeto No Clima da Caatinga
60
Caatinga
Ipê, Catingueira, Angico, Carnaúba,
Tamboril, Jatobá, Sabiá
MT
Projeto Pacto das Águas
50
Amazônia
Ipê, Mogno, Cerejeira, Castanheira
MT
Projeto Poço de Carbono Juruena
1500
Amazônia
Castanheira, Ipê, Cedro, Mogno, Parica
SP
Projeto Semeando Água
50
Mata Atlântica
Palmito-juçara, Araucária, Pau-brasil, Jacarandá-da-Bahia
RO
Projeto Semeando Sustentabilidade
50
Amazônia
Cedro, Cerejeira, Maracatiara
SP
Projeto Verde Novo
50
Mata Atlântica
Canjarana, Cedro-rosa, Juçara, Canela, Jequitibá
RO
Projeto Viveiro Cidadão
150
Amazônia
Andiroba, Castanheira e Cerejeira
RJ
Projeto Uçá
500
Mata Atlântica/ Manguezal
Mangue Vermelho, Mangue Branco e Mangue Preto
ES
Projeto Uruçu Capixaba
150
Mata Atlântica
Cedro-rosa, Jacarandá-da-bahia, Palmito-juçara, Braúna, Pau-brasil
TOTAL
15 projetos

4.625 mudas
3 biomas
Mais de 60 espécies


Projeto distribui kits de irrigação para plantios consorciados

Posted on terça-feira, 16 de julho de 2019 Nenhum comentário
Aliando a necessidade de irrigação da lavoura de café clonal com o plantio consorciado de espécies nativas para recuperar áreas degradadas, conservar a qualidade do solo amazônico e gerar renda para os agricultores, 17 kits de irrigação foram entregues para agricultores de Juruena, no Noroeste de Mato Grosso. A doação foi feita pelo projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Aderjur e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Foram escolhidos 15 agricultores que cultivam acima de mil pés de café clonal e dois que cultivam cacau. A necessidade de irrigação é devido ao fato de que estas espécies têm baixa resistência à seca, no primeiro ano de plantio e que esta água também auxiliará no desenvolvimento das outras espécies nativas. Por outro lado, a lavoura se desenvolve bem mais rápido e as colheitas já podem ser realizadas a partir de 18 meses.

O técnico em agroecologia Roberto Mattei Raspini explica que a equipe do projeto Poço de Carbono Juruena se reuniu com os agricultores familiares para explicar a importância de consorciar o plantio do café e do cacau com outras espécies nativas, mas também com outras espécies de ciclo curto como melancia, pepino, abóbora e feijão, fazendo um sistema agroflorestal (Saf).

O Saf aumenta a produtividade e melhoram a renda familiar, além de conservar a biodiversidade, a fertilidade do solo e absorver mais carbono da atmosfera, se comparado com outras formas de cultivos solteiros.
“Nós vamos distribuir essas sementes que serão plantadas no meio das ruas da lavoura e que crescerão rapidamente. Essas espécies servirão tanto para alimentação da família como para venda, na complementação de renda das famílias”, explica o técnico. A expectativa é que com o uso do sistema de irrigação por gotejamento e um baixo consumo de água, haverá um aumento significativo da renda familiar com a venda do excedente da produção das plantas consorciadas.

Além da distribuição das sementes, a equipe do Poço de Carbono se comprometeu a ajudar com assistência técnica e no transporte dos produtos para comercialização na Central de Comercialização da Agricultura Familiar da Aderjur – Cecafs.

Pagamento de Serviços Ambientais
Esta não é a primeira vez que o projeto realiza a entrega de kits de irrigação. Em 2013, numa etapa anterior do projeto, foram distribuídos 15 kits de irrigação a agricultores familiares que desenvolveram os melhores sistemas agroflorestais. A distribuição dos kits foi uma forma de o projeto pagar pelos serviços ambientais gerados pelos sistemas agroflorestais implantados.

Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Promove a educação ambiental para a gestão e conservação dos recursos naturais. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.




Fundo rotativo solidário será apresentado como oportunidade ao extrativismo na Amazônia

Posted on quinta-feira, 9 de maio de 2019 Nenhum comentário

Um dos principais desafios para o melhor desenvolvimento do extrativismo na Amazônia é garantir que os coletores recebam um preço justo pelo trabalho. Para que isso acontecesse foi criado há dois anos no Noroeste de Mato Grosso o Fundo Rotativo Solidário, voltado para a cadeia da castanha-do-Brasil. A iniciativa será apresentada na terça (14) na sede do Banco da Amazônia, em Belém (PA) como possibilidade de modelo de replicação na Amazônia.

Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, em parceria com a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia – Amca e Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer – Coopavam, a ideia é bastante simples. A Amca e a Coopavam podem emprestar recursos do fundo para pagar à vista a produção dos coletores de castanha de associações indígenas e cooperados.

Dessa forma, os coletores recebem um valor justo pela castanha e a associação e a cooperativa podem fechar acordos de compra e venda de castanha para empresas. A disponibilidade de recurso é boa para as empresas também, pois podem ter uma oferta regular de castanha em amêndoa ou óleo de castanha.

Para garantir o início do funcionamento do Fundo Rotativo Solidário, a Climate and Land Use Alliance – Clua fez um aporte de 400 mil reais. A Clua é uma coalizão de entidades que acreditam que as florestas conservadas e o uso sustentável da terra são importantes para uma resposta global às mudanças climáticas.

Dez anos de trabalho
Apesar de a ideia ser aparentemente simples, foram necessários mais de dez anos de trabalho da Aderjur com o projeto Poço de Carbono Juruen, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Foi com o Poço de Carbono Juruena que entidades como a Coopavam, Amca e diversas outras puderam se desenvolver na região Noroeste de Mato Grosso, desde a capacitação em boas práticas até a organização das entidades.

A Aderjur, com recursos do projeto, também incentivou a certificação da produção, construir fábricas de beneficiamento de castanha, óleo, farinha e outros derivados.

“Quando tudo parecia pronto para a comercialização do extrativismo da floresta para a fábrica e da fábrica para o consumidor final vimos que era necessário capital de giro para que as entidades possam comprar com a castanha dos coletores com preço justo e à vista, numa escala suficiente para viabilizar o negócio”, explica Paulo Nunes, coordenador do projeto Poço de Carbono Juruena.

“E se isso está funcionando em nossa região, com a castanha, agora poderá ser replicado na Amazônia, com outros produtos extrativistas, posto que o problema não é a produção e sim o acesso ao mercado justo”, finaliza.

Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Promove a educação ambiental para a gestão e conservação dos recursos naturais. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.


Encontro incentiva o protagonismo feminino em Mato Grosso

Posted on sábado, 27 de abril de 2019 Nenhum comentário
As experiências das mulheres em comunidades indígenas, rurais e extrativistas tem sido fundamental para a melhoria de renda e qualidade de vida em muitas regiões do Brasil, sobretudo na Amazônia. Este foi um dos temas discutidos no IV Encontro de Mulheres Rurais e Indígenas do Noroeste de Mato Grosso e Acre.

Realizado entre 22 e 24 de abril em Juruena, a 900 km de Cuiabá (MT), o evento foi promovido pelo projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Aderjur, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e pelo projeto Bem Diverso, uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Ao todo, participaram 48 mulheres agricultoras e extrativistas do Noroeste de Mato Grosso e do Acre além de representantes dos povos indígenas Apiaká, Cayabi, Cinta-Larga e Munduruku. Durante os três dias, puderam conhecer experiências como a da Cooperativa dos Agricultores do Vale Amanhecer – Coopavam e da Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia – Amca. Ambas são apoiadas pelo projeto Poço de Carbono Juruena e estão instaladas no Assentamento Vale do Amanhecer.

A Coopavam possui uma fábrica de processamento de castanha-do-Brasil e produz óleo, farinha e barra de cereais. Somente em 2019, serão processadas 200 toneladas de castanha certificada da agricultura familiar e comunidades indígenas.

Já a Amca é uma associação essencialmente de mulheres com produção de biscoitos, paçocas e macarrão de castanha. Outra entidade visitada foi a Associação Marias da Terra – Amater, que é especialista em produção de farinha de banana e seus derivados.

Também foram realizadas visitas a propriedades que são referência em Sistemas Agroflorestais (Safs), hortas agroecológicas e quintais agroflorestais. Essas experiências são replicáveis e ajudam a melhorar a qualidade do solo, são uma alternativa de renda, além de serem produzidos alimentos mais saudáveis, uma vez que dispensam o uso de agrotóxicos.

Na avaliação das participantes o encontro foi de muito aprendizado, uma rica experiência de empoderamento de mulheres e organizações comunitárias femininas, com momentos de trocas de experiências de vida e de trabalho muito intensos, que ficaram marcados na memória das participantes, informou Lucinéia Machado, facilitadora do evento.

Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena –Aderjur, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Promove a educação ambiental para a gestão e conservação dos recursos naturais. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Projeto leva mostra fotográfica itinerante ao Parque Indígena do XINGU

Posted on quinta-feira, 30 de agosto de 2018 Nenhum comentário
Mato Grosso é desvendado pelo olhar de Henrique Santian, através de uma exposição composta por 20 imagens do acervo que marca suas andanças por Mato Grosso e começa a circular já na próxima semana. A primeira localidade visitada é a aldeia Ulupuwene, do povo Waujá, no Parque indígena do Xingu. A exposição traduz a sua concepção dos biomas Cerrado, Amazônia, Araguaia e Pantanal, com uma visão nada tradicional de recepção, onde identifica detalhes da natureza, agora imolada pela presença do homem predador. Ao fazer o registo fotográfico de ambientes naturais e em transformação, o fotógrafo traz como identidade em seu trabalho, um olhar documental artístico, que propõe criar uma reflexão pelo antagonismo das imagens paralelamente apresentadas.
O público, além de usufruir de momentos hedônicos, pela beleza das paisagens retratadas, poderá ultrapassar os momentos contemplativos em uma imersão de apelo ecológico pela preservação e conservação dos ecossistemas. Contemplado pelo Edital Circula MT (2016), do Governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado de Cultura, Santian irá a quatro localidades do estado - aldeia Ulupuwene, Santiago do Norte, Chapada dos Guimarães e Vila Bela da Santíssima Trindade, onde, além da exposição, realizará oficinas de fotografia documental. Das quatro localidades visitadas, três receberão as oficinas.  

Nesta exposição, o fotógrafo/artista transgride a lei simbólica imposta pelo social e se articula em novas “identidades subjetivas e sociais”. "Nessa nova sistemática de mediação, propõe uma relação transversal entre o observador e o território, com a paisagem servindo de instrumento. Sendo assim, a criação da paisagem equivale à criação do sujeito que observa. A paisagem não é uma e sim várias, dependendo da concepção cultural/ideológica de quem a observa e o quanto é instigado por ela", diz José Serafim Bertoloto no texto de abertura da mostra. Um clássico da mostra é a série trabalhadores, que, por exemplo, traz lado a lado, a construção de uma casa indígena xinguana e um armazém de grãos da região Nordeste do Estado,  além das formas, texturas e geometria de ambos objetos, também trazem a reflexão do elo entre o homem predador e sua origem ancestral.

A construção desta mostra fotográfica nos permite uma provocação com as imagens, a de questionar desde os momentos contemplativos, até a preservação e conservação do nosso ecossistema. O fotógrafo explica ainda, que, está levando para cada região a oportunidade de compartilhar a arte e a troca de linguagem tanto visual quanto de vivência de cada um com seu lugar. "Reproduzi a exposição para deixar de presente para cada localidade visitada a série contendo 20 imagens, para uso didático das escolas, oportunizando inspirar e provocar mudanças na forma de ver e pensar o seu papel socioambiental", explica Santian. 

Henrique Santian é fotógrafo documentarista e artista visual multimídia, nascido em 1989 em Sorriso, no norte de Mato Grosso. Formado pela Omicron (PR), trabalha com fotografia desde os 15 anos, tendo conquistado boa parte de seu repertório de forma autodidata.  Sua obra é diversa e tem como marca um distinto olhar autoral. Atualmente mora em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, e desenvolve uma série de projetos documentais e artísticos concomitantes. 


Serviço:

03/09 a 09/09 Aldeia Ulupuwene (Wauja) – Terra Indígena do Xingu – MT
11/09 a 03/10 Santiago do Norte  – MT (a ser informado)
06/10 a 06/11 Chapada dos Guimarães – MT (a ser informado)
09/11 a 09/12 Vila Bela da Santíssima Trindade – MT  (a ser informado)       
contato: 065 999282309 (WhatsApp) ou e-mail  santianfoto1@gmail.com

Povos indígenas e agricultores se unem para criar rede sustentável na Amazônia

Posted on terça-feira, 29 de maio de 2018 Nenhum comentário
Representantes de quatro povos indígenas, quatro associações e uma cooperativa de agricultores estiveram reunidos em maio, em Juruena, no Noroeste de Mato Grosso, para discutir a criação da Rede Sentinelas da Floresta. A proposta da rede é uni-los para valorizar o potencial da comercialização dos produtos do extrativismo e agricultura familiar para o mercado nacional e internacional.

Aumentar a escala de produção e fortalecer as organizações de base comunitária são outros dos objetivos da rede, que conta com apoio do projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental. Fazem parte da rede que está sendo construída associações dos povos indígenas Cinta Larga, Munduruku, Apiaká, Kayabi, juntamente com as Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer – Coopavam, Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia – Amca, Associação Marias da Terra – Amater e Associação de Mulheres Andorinhas do Canamã – Amac.

Marcelo Munduruku, da Aldeia Nova Munduruku, em Juara, a cerca de 300 km de Juruena e 700 km de Cuiabá, capital de Mato Grosso, explica que seu povo produz cerca de 15 toneladas de castanha-do-Brasil por safra. Ele lembra que antigamente a produção era dispersa, mas a partir de projetos como o Poço de Carbono Juruena, que apoiou a organização do extrativismo, o valor do quilo produzido teve um aumento de R$ 1,50 para R$ 4,00. O resultado dessa aliança que já dura cinco anos é fundamental para avançar na proposta da criação da rede de parceiros.

“Precisamos nos unir com outros grupos que tem o mesmo objetivo comum, que apostem em outros meios que não a monocultura”, explica. “Nós temos potencial para o agroextrativismo também de cacau, açaí, seringa, buriti e outros produtos”, complementa.

Já Kawayp Katu Kayaby, presidente da Associação Indígena Kawaiwete, que une 66 famílias que produzem cerca de 180 toneladas por safra, acredita na força da proposta, mas que é preciso ser bem discutida nas aldeias. “Temos que discutir muito a criação da rede na nossa comunidade, porque precisamos pensar na produção de outros produtos e na sustentabilidade das nossas famílias”, acrescenta.

Esta é a mesma opinião da Marcia Kraemer dos Santos Souza, vice-presidente da Aderjur, entidade que executa o projeto Poço de Carbono Juruena. “A nossa associação já tem 22 anos, nós temos um nome forte e sempre ajudamos outras associações. Está na hora de unirmos nossas forças”, explica.

Para Márcia, a força da rede Sentinelas da Floresta está em organizar esses atores para planejar um desenvolvimento para essas entidades e elas poderem negociar melhores preços e condições com os compradores de castanha e outros produtos que tem origem na agricultura familiar e no extrativismo.

Próximos passos
A criação da Rede Sentinelas da Floresta tem sido facilitada pela Conexsus, com apoio da Climate and Land Use Alliance (Aliança Climática para o uso da Terra) – Clua. A Conexsus tem como proposta incentivar negócios sustentáveis, especialmente na Amazônia, para ajudar a promover uma economia de baixa emissão de carbono.

O consultor da entidade, Fragoso Junior, explica que foi realizado um diagnóstico das organizações para entender como cada uma delas poderiam contribuir na consolidação da rede. “Avançamos na proposta de funcionamento da rede, com um plano de ação, compromissos e ações coletivas e individuais”, explicou.

“Também apresentamos um produto, que é um plano de investimento híbrido, que conta com apoio de fundos não-reembolsáveis para apoiar soluções dessa iniciativa”, finaliza.

As discussões para a criação da rede Sentinelas da Floresta deverão ser intensificadas nas próximas semanas até sua formalização.

Sobre o projeto Poço de Carbono Juruena
Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras, o projeto Poço de Carbono Juruena apoia o extrativismo de castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Mudanças climáticas e seus impactos nas comunidades tradicionais na Amazônia são temas de reportagens internacionais

Posted on sexta-feira, 11 de maio de 2018 Nenhum comentário

Projeto Poço de Carbono Juruena é reconhecido como uma eficiente proposta de mitigação dos efeitos de mudanças climáticas e alternativa econômica para a região 
 
Assessoria - É essencial que projetos que defendam as necessidades de ribeirinhos, assentados e indígenas ganhem escala, tanto como fonte de renda para essas comunidades, como para minimizar os impactos das mudanças climáticas, que já são visíveis. Esta é uma das observações do jornalista americano Sam Eaton, que esteve no Brasil em abril e maio pra fazer uma série de reportagens socioambientais.

As reportagens de Eaton, que é um dos jornalistas independentes especialistas neste tema em nível global, serão publicadas na revista The Nation e também irão ao ar em junho e julho no programa "The World", uma co-produção da BBC britânica com a PRI americana. Além disso, também serão apresentadas num canal de TV público dos Estados Unidos. As matérias foram produzidas a partir de financiamentos da Associação Norte-Americana de Jornalistas de Meio Ambiente e do Pulitzer Center for Crisis.

Em Mato Grosso, Sam Eaton conheceu os Mundurukus, da aldeia Nova Munduruku, de Juara, no Noroeste de Mato Grosso. Os indígenas relataram que a Terra Indígena faz divisa com grandes fazendas. O uso de agrotóxicos nessas fazendas além do esgoto que vai para os rios sem tratamento básico está causando a redução de peixes nos rios que cortam a terra indígena. A pesca predatória também tem acentuado a escassez de peixes. 

Além disso, a redução de chuvas causada pelo El Niño, cada vez mais frequente nesta região do Mato Grosso, está causando diminuição no nível dos rios durante a estação das águas, o que está interferindo na piracema, na desova dos cardumes e na disponibilidade de peixes nos rios, informou Raimundo Munduruku.

Os Munduruku são um dos povos em que o Poço de Carbono Juruena atua. O projeto é desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

O Poço de Carbono Juruena incentiva a extração e comercialização de castanha-do-Brasil de comunidades tradicionais como forma de potencializar a economia local e ser uma alternativa de renda a centenas de pessoas na região. A castanha, além de ser um produto típico de comunidades tradicionais amazônicas, sua árvore também oferece uma série de serviços ambientais. Como as castanheiras precisam da floresta para produzir frutos, é um apelo a mais contra o desmatamento.

“Desde 2010, quando os Mundurukus se tornaram parceiros do projeto, eles melhoram a qualidade da castanha e estão vigiando suas áreas com mais intensidade para proteger a floresta contra invasores, ao mesmo tempo em que estão sendo melhor remunerados na negociação de preços da sua castanha”, explica Paulo Nunes, coordenador do projeto.

“A viabilidade do projeto foi demonstrada com o entusiasmo em mostrar os resultados, com a vontade de plantar mais castanheiras, manifestada por assentados e indígenas e com a satisfação de não mais dependerem de atravessadores”, explica Cassuça Benevides, jornalista que acompanhou Sam Eaton durante a viagem como produtora e tradutora. “O ganho de escala de projetos que colocam lado a lado as necessidades de ribeirinhos, assentados e indígenas, como acontece com o Poço de Carbono Juruena, nos parece essencial para acabar com a guerra entre os que pregam o atual modelo de desenvolvimento e os que defendem os direitos dos indígenas em manter seu modo de vida tradicional e sua cultura, já que promovem o desenvolvimento sustentável e valorizam a floresta em pé”, complementou.

Fortalecimento da economia local e o ponto de não-retorno

Sam Eaton também entrevistou técnicos do Ibama e o climatologista brasileiro ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Carlos Nobre. O especialista vem alertando que regiões da Amazônia estão próximas de um ponto de não-retorno. Ou seja, que se nada for feito, os efeitos do desmatamento serão irreversíveis. Uma das formas para combater esse impacto é justamente a criação de uma “economia local baseada em beneficiamento dos produtos extrativistas da floresta”. E isso é justamente o que projetos como o Poço de Carbono Juruena vem estimulando.

Sobre o projeto
Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras, o projeto Poço de Carbono Juruena apoia o extrativismo de castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

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