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Projeto distribui kits de irrigação para plantios consorciados

Posted on terça-feira, 16 de julho de 2019 Nenhum comentário
Aliando a necessidade de irrigação da lavoura de café clonal com o plantio consorciado de espécies nativas para recuperar áreas degradadas, conservar a qualidade do solo amazônico e gerar renda para os agricultores, 17 kits de irrigação foram entregues para agricultores de Juruena, no Noroeste de Mato Grosso. A doação foi feita pelo projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Aderjur e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Foram escolhidos 15 agricultores que cultivam acima de mil pés de café clonal e dois que cultivam cacau. A necessidade de irrigação é devido ao fato de que estas espécies têm baixa resistência à seca, no primeiro ano de plantio e que esta água também auxiliará no desenvolvimento das outras espécies nativas. Por outro lado, a lavoura se desenvolve bem mais rápido e as colheitas já podem ser realizadas a partir de 18 meses.

O técnico em agroecologia Roberto Mattei Raspini explica que a equipe do projeto Poço de Carbono Juruena se reuniu com os agricultores familiares para explicar a importância de consorciar o plantio do café e do cacau com outras espécies nativas, mas também com outras espécies de ciclo curto como melancia, pepino, abóbora e feijão, fazendo um sistema agroflorestal (Saf).

O Saf aumenta a produtividade e melhoram a renda familiar, além de conservar a biodiversidade, a fertilidade do solo e absorver mais carbono da atmosfera, se comparado com outras formas de cultivos solteiros.
“Nós vamos distribuir essas sementes que serão plantadas no meio das ruas da lavoura e que crescerão rapidamente. Essas espécies servirão tanto para alimentação da família como para venda, na complementação de renda das famílias”, explica o técnico. A expectativa é que com o uso do sistema de irrigação por gotejamento e um baixo consumo de água, haverá um aumento significativo da renda familiar com a venda do excedente da produção das plantas consorciadas.

Além da distribuição das sementes, a equipe do Poço de Carbono se comprometeu a ajudar com assistência técnica e no transporte dos produtos para comercialização na Central de Comercialização da Agricultura Familiar da Aderjur – Cecafs.

Pagamento de Serviços Ambientais
Esta não é a primeira vez que o projeto realiza a entrega de kits de irrigação. Em 2013, numa etapa anterior do projeto, foram distribuídos 15 kits de irrigação a agricultores familiares que desenvolveram os melhores sistemas agroflorestais. A distribuição dos kits foi uma forma de o projeto pagar pelos serviços ambientais gerados pelos sistemas agroflorestais implantados.

Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Promove a educação ambiental para a gestão e conservação dos recursos naturais. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.




Prêmio Fundação BB certifica tecnologias sociais da região Centro-Oeste

Posted on quinta-feira, 11 de julho de 2019 Nenhum comentário
Com a certificação, as iniciativas passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais e concorrem à premiação final em outubro


A região Centro-Oeste obteve sete iniciativas certificadas na décima edição do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. As instituições são dos estados de Goiás (2), Distrito Federal (4) e Mato Grosso (1), conforme lista abaixo.  Neste ano, além das inciativas da região Centro-Oeste, outras 111 das demais regiões do Brasil e cinco da América Latina foram certificadas nesta edição do concurso, totalizando 123 tecnologias sociais.

As metodologias foram reconhecidas como soluções capazes de causar impacto positivo e efetivo na vida das pessoas, já foram implementadas em âmbito local, regional ou nacional e são passíveis de serem reaplicadas. A premiação é destinada a entidades sem fins lucrativos, como instituições de ensino e de pesquisa, fundações, cooperativas, organizações da sociedade civil e órgãos governamentais de direito público ou privado, legalmente constituídas no Brasil e países da América Latina.


Goiás

- Sociedade Espírita Trabalho e Esperança – SETE – Goiânia;
- Instituto Socioeconômico de Desenvolvimento Social – Formosa;

Distrito Federal
- Instituto de Fiscalização e Controle – Brasília;
- Associação de Produtores Agroflorestais – Sobradinho;
- Instituto Oca do Sol – Brasília;
- Instituto Promundo  - Brasília;

Mato Grosso
- Secretaria de Estado de Cultura do Mato Grosso – Cuiabá.


A próxima fase da premiação será a divulgação da lista com as 24 finalistas, prevista para a segunda quinzena deste mês. Esta seleção leva em conta critérios de: efetividade, inovação, sistematização da tecnologia e a interação com a comunidade, que também analisa o potencial de transformação social e a reaplicabilidade das iniciativas. As vencedoras serão anunciadas no evento de premiação, previsto para acontecer em outubro.

As finalistas vão concorrer a R$ 700 mil em prêmios divididos entre as categorias nacionais: Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação; Geração de Renda e Meio Ambiente e as premiações especiais: Mulheres na Agroecologia, Gestão Comunitária e Algodão Agroecológico e Primeira Infância, sendo R$ 50 mil para o primeiro colocado, R$ 30 mil para o segundo e R$ 20 mil para o terceiro de cada uma das categorias. A edição deste ano também reconhecerá três iniciativas do exterior na categoria Internacional, destinada a iniciativas da América Latina e do Caribe, onde serão identificadas tecnologias sociais que possam ser reaplicadas no Brasil e que constituam efetivas soluções para questões relativas a Cidades Sustentáveis e/ou Inovação Digital; Educação, Geração de Renda e Meio Ambiente.

As 21 finalistas nacionais e as três finalistas internacionais ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, serão convidadas a participar do Encontro de Tecnologia Social, a ser realizado em Brasília (DF), antecedendo a noite de premiação.

Nesta edição o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Ministério da Cidadania, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

Banco de Tecnologias Sociais

O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: Alimentação, Educação, Energia, Habitação, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Renda e Saúde. Acesse aqui para conhecer.



Consulte a lista completa das tecnologias sociais Certificadas 2019.

Bancos de sementes e tecnologias de captação de água contribuem para o desenvolvimento sustentável no semiárido

Posted on segunda-feira, 3 de junho de 2019 Nenhum comentário
Projeto atende 3.731 famílias que vivem em 69 municípios: 3.560 com bancos de sementes e 171 com cisternas e barreiros trincheiras


Os nove estados que compõem o semiárido brasileiro - Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe - terão, até o final deste semestre, a conclusão de 178 bancos de sementes comunitários. A iniciativa é uma parceria da Associação Programa Um Milhão de Cisternas - AP1MC e da Fundação Banco do Brasil, que já implantou 171 unidades de tecnologia social de acesso à água de chuva para produção de alimentos: 54 cisternas calçadão, 63 cisternas enxurradas e 54 barreiros trincheiras.

O projeto “Bancos Comunitários de Sementes com Tecnologias de Acesso a Água” permite aos moradores da região o acesso às sementes crioulas de boa qualidade e adaptadas ao semiárido, e também água para nutrir os animais e irrigar a produção de alimentos. Os beneficiados são agricultores familiares, inscritos nos programas sociais do Governo Federal.  O investimento social da Fundação BB no projeto foi de R$ R$ 10,2 milhões.

Os contemplados são de 3.731 famílias localizadas em 69 municípios. Dessas, 3.560 foram mobilizadas para os bancos de sementes (40 famílias por banco) e 171 receberam as cisternas e os barreiros trincheiras. Todas foram capacitadas em gestão dos bancos de sementes, manutenção das cisternas e uso racional da água.

As famílias também participam de intercâmbios, que permitem as trocas de sementes crioulas entre as guardiãs e guardiões, possibilitando a diversidade dos grãos que já possuem e cultivam há muitos anos. Na lista estão, principalmente, feijões (de arranque/comum e de corda/macassar/caupi),  dezenas de variedades de milho crioulo, arroz, fava; sorgo, gergelim, batata, amendoim, algodão, hortaliças e nativas.

De acordo com Claudio Ribeiro, assessor de coordenação da AP1MC, cada banco comunitário possui regimento próprio de gestão de suas sementes. Ele explica que a maioria das famílias devolve uma quantidade maior do que foi tomado emprestado, com o objetivo de aumentar o estoque armazenado. No caso do milho, especificamente, há um grande cuidado nas entradas de sementes para que não ocorra a contaminação por variedades transgênicas. Nesse caso, o projeto desenvolveu kit's de testes de transgenia onde foi possível analisar os lotes de sementes de milho adquiridos pelo projeto, evitando propagar o material genético contaminado.

Durante a gestão do projeto, os agricultores participam de encontros estaduais das sementes, como os que já aconteceram em Vitória da Conquista (BA), Canindé (CE), Pedro II (PI), Aracaju (SE) e Porteirinha (MG). Nesta quarta-feira (29) e quinta-feira (30), o município de Serra Talhada, sertão de Pernambuco, sedia o 3º Encontro Estadual de Sementes da Partilha. O evento reúne agricultoras e agricultores do Agreste Central, Meridional e Setentrional e Sertão de Pernambuco para roda de experiências, diálogo compartilhado sobre transgenia, feira de troca de sementes e sabores, e uma mesa de diálogo sobre política de sementes crioulas em Pernambuco. A previsão é que os próximos encontros aconteçam em municípios de Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Sobre as tecnologias de captação de águas

Cisternas Calçadão e de Enxurrada - são métodos usados para captação e armazenamento de água pluvial destinada ao consumo de pequenos rebanhos e plantio de hortaliças. As tecnologias sociais possibilitam a captação da água de chuva das estradas e caminhos, que normalmente se perde por escoamento superficial.

Barreiros Trincheiras - são tanques longos, estreitos e fundos escavados no subsolo. Eles têm esse nome porque se parecem muito com uma trincheira e servem para armazenar a água da chuva.

Fundo rotativo solidário será apresentado como oportunidade ao extrativismo na Amazônia

Posted on quinta-feira, 9 de maio de 2019 Nenhum comentário

Um dos principais desafios para o melhor desenvolvimento do extrativismo na Amazônia é garantir que os coletores recebam um preço justo pelo trabalho. Para que isso acontecesse foi criado há dois anos no Noroeste de Mato Grosso o Fundo Rotativo Solidário, voltado para a cadeia da castanha-do-Brasil. A iniciativa será apresentada na terça (14) na sede do Banco da Amazônia, em Belém (PA) como possibilidade de modelo de replicação na Amazônia.

Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, em parceria com a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia – Amca e Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer – Coopavam, a ideia é bastante simples. A Amca e a Coopavam podem emprestar recursos do fundo para pagar à vista a produção dos coletores de castanha de associações indígenas e cooperados.

Dessa forma, os coletores recebem um valor justo pela castanha e a associação e a cooperativa podem fechar acordos de compra e venda de castanha para empresas. A disponibilidade de recurso é boa para as empresas também, pois podem ter uma oferta regular de castanha em amêndoa ou óleo de castanha.

Para garantir o início do funcionamento do Fundo Rotativo Solidário, a Climate and Land Use Alliance – Clua fez um aporte de 400 mil reais. A Clua é uma coalizão de entidades que acreditam que as florestas conservadas e o uso sustentável da terra são importantes para uma resposta global às mudanças climáticas.

Dez anos de trabalho
Apesar de a ideia ser aparentemente simples, foram necessários mais de dez anos de trabalho da Aderjur com o projeto Poço de Carbono Juruen, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal. Foi com o Poço de Carbono Juruena que entidades como a Coopavam, Amca e diversas outras puderam se desenvolver na região Noroeste de Mato Grosso, desde a capacitação em boas práticas até a organização das entidades.

A Aderjur, com recursos do projeto, também incentivou a certificação da produção, construir fábricas de beneficiamento de castanha, óleo, farinha e outros derivados.

“Quando tudo parecia pronto para a comercialização do extrativismo da floresta para a fábrica e da fábrica para o consumidor final vimos que era necessário capital de giro para que as entidades possam comprar com a castanha dos coletores com preço justo e à vista, numa escala suficiente para viabilizar o negócio”, explica Paulo Nunes, coordenador do projeto Poço de Carbono Juruena.

“E se isso está funcionando em nossa região, com a castanha, agora poderá ser replicado na Amazônia, com outros produtos extrativistas, posto que o problema não é a produção e sim o acesso ao mercado justo”, finaliza.

Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.

O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Promove a educação ambiental para a gestão e conservação dos recursos naturais. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.


Professores e alunos discutem alternativas socioambientais

Posted on sábado, 25 de agosto de 2018 Nenhum comentário
A preocupação ambiental é uma realidade que afeta a todos. Se vemos isso mais facilmente nas grandes cidades, isso não está ausente nas comunidades do interior da Amazônia. Na verdade, muitas das questões como a geração de lixo é um problema bastante comum, assim como a baixa qualidade da água em algumas regiões. As queimadas urbanas, que causam transtornos nas cidades, tornam-se catastróficas nas aldeias indígenas.
Estes foram alguns dos temas que reuniram indígenas de três povos indígenas na Terra Indígena Apiaká-Caiaby, no município de Juara, noroeste de Mato Grosso, entre 18 e 20 de agosto. O Encontro Coletivo Etonoambiental faz parte do projeto de extensão da Universidade do Estado de Mato Grosso – Unemat ConTextos ambientais Juruena-Juara/MT: formação docente de professores indígenas e da rede pública em Educação Ambiental. Este projeto foi criado no âmbito do Poço de Carbono Juruena, que apoia a Unemat e que é desenvolvido pela Aderjur, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.
“A formação em Educação Ambiental é fundamental para o entendimento de como as proposições trazidas pelo projeto para a comunidade dialoga com muitas das questões que estão sendo trabalhadas pelos professores em sala de aula, resultando em maior empoderamento dos professores e alunos pelas atividades do projeto, seu maior alcance para as famílias e sua sustentabilidade em longo prazo”, explica Paulo Nunes, coordenador do projeto.
Os dois primeiros dias do evento foram realizados na Escola Indígena Munduruku, com 12 professores e 61 alunos, em que os jogos abordaram, de forma muito prática, temas ambientais ligados ao cotidiano.
Uma das atividades, por exemplo, foi a competição para que os grupos trouxessem o maior número possível de sementes de espécies diferentes de plantas. Em poucos minutos, as crianças e adolescentes reuniram cerca de 60 espécies, mostrando que eles têm conhecimento da diversidade da flora na aldeia e seu entorno.
Outra atividade foi que cada grupo teve que trazer um ancião para que contasse uma história relacionada aos temas ambientais. Com isso, os jovens perceberam a importância da sabedoria dos mais velhos em relação a vivência na aldeia.
Já um quizz, jogo de perguntas e respostas fez com que as crianças percebessem os maiores problemas socioambientais da região, que são o acúmulo de lixo como plástico e baterias, sobre o como a queima descontrolada faz estragos na biodiversidade. Ou ainda como a escassez de água na aldeia Munduruku é agravada com os agrotóxicos que são jogados nas fazendas em volta da Terra Indígena e contaminam a água do rio que abastece a aldeia. Quando chove a água leva esse agrotóxico para dentro dos rios, provocando a morte de peixes e complicações gastrointestinais nas crianças.
Seminário com professores
Estes mesmos temas foram abordados num intercâmbio com os Apiaká, Kayabi e Munduruku, totalizando 121 pessoas, entre professores e alunos. Realizado na aldeia Tatuí, do povo indígena Caiaby, o evento teve início com a apresentação dos trabalhos de Educação Ambiental dos alunos de três escolas dos povos  Caiaby, Apiacá e Munduruku. Estes projetos estão sendo desenvolvidos desde o inicio do ano com a supervisão da Unemat e apoio do projeto Poço de Carbono Juruena.
Após as apresentações, os professores puderam participar de cinco oficinas para aperfeiçoamento em Educação Ambiental, com os seguintes temas: Resíduos sólidos; Educação Patrimonial; Confecção de material didático para Educomunicação: cartazes comunicativos; Elaboração de material didático para Educomunicação: um vídeo e Escola- Comunidade: consumo de bebidas;
Uma das conclusões apontadas durante o evento foi a necessidade de trabalhos de sensibilização em relação a como fazer queimadas seguras e apenas em caso de última necessidade. Isso porque além da destruição da floresta e da fumaça, a queimada mata ou afugenta os animais que serviriam para caça.
Quanto ao lixo, o principal foco é pensar na educação para o consumo, para que hábitos alimentares sejam repensados, por exemplo. Quanto mais se consumir alimentos produzidos dentro da própria aldeia há menos necessidade de adquirir alimentos industrializados e contaminados com produtos químicos e conservantes.
Já a questão da água e da contaminação dos agrotóxicos são problemas externos que exigem esforços em outras esferas e que precisam da ação do poder público, de forma mais intensa, para mitigar esses problemas.
Poço de Carbono Juruena
O projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, busca oferecer alternativas sustentáveis de renda aos agricultores familiares e povos indígenas.
O projeto apoia o extrativismo da castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Projetos de sustentabilidade do Noroeste de Mato Grosso são referências para o mundo

Posted on quinta-feira, 22 de março de 2018 Nenhum comentário
Assessoria - Uma missão do governo norueguês veio a Juruena, no Noroeste de Mato Grosso, conhecer uma experiência de sustentabilidade que atua no fortalecimento da cadeia socioprodutiva da castanha-do-Brasil. Trata-se do projeto Sentinelas da Floresta, financiado pelo Fundo Amazônia, que é um “projeto irmão” do Poço de Carbono Juruena, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e Governo Federal, e que foi desenvolvido entre 2011 e 2015 e retomado agora em 2018.

O governo da Noruega tem uma iniciativa de ação para clima e floresta pelo qual apoia países e comunidades no mundo e reconheceu que a combinação entre conservar a floresta e o bem-estar local na região é uma experiência bem sucedida que precisa ser replicada internacionalmente.

Mas estes frutos só estão sendo colhidos porque há sete anos, em 2011, a Petrobras apostou na proposta do projeto Poço de Carbono Juruena, desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur. A proposta de promover o desmatamento evitado e a recuperação de áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais e extrativismo foi ganhando a confiança da população local aos poucos, das prefeituras da região e até mesmo de empresas com responsabilidade socioambiental.

Para se ter uma ideia, na primeira fase do projeto Poço de Carbono, foram elaborados 04 projetos do Programa de Aquisição de Alimentos da Conab, que resultou em mais de dois milhões de reais para os agricultores de três organizações: a Cooperativa dos Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), a Associação de Mulheres Cantinho da Amazônia (Amca) e a própria Aderjur.

Somente no caso da Amca, foram quase 900 mil reais para compra com doação simultânea para merenda escolar e formação de estoque de castanha. Na prática funcionava assim: a associação de mulheres recebeu dinheiro do governo federal para comprar 290 toneladas de castanha-do-Brasil e produzir amêndoas beneficiadas ou biscoitos artesanais com castanha para a merenda escolar de oito municípios da região Noroeste do estado.

“Ajudar as organizações a acessarem recursos do governo federal foi importante para o projeto Poço de Carbono Juruena estimular o desenvolvimento territorial sustentável”, aponta Paulo Nunes, coordenador do projeto. “Outro fato muito positivo foi que isso propiciou uma melhoria na qualidade da merenda escolar pública, uma vez que o fruto da castanheira é rico em gorduras, proteínas e possui Selênio, Zinco e vitamina E, que agem como antioxidantes e melhoram o sistema imunológico do organismo e o poder cognitivo dos jovens”, completa.

Pagamento por serviços ambientais
Outra importante contribuição do projeto Poço de Carbono Juruena foi em relação a implantação dos sistemas agroflorestais e extrativismo aliada a uma proposta de pagamento por serviços ambientais nos primeiros anos do projeto. Sete famílias receberam durante alguns meses uma bolsa de 250 reais como uma forma de compensar as famílias que conservam as áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente de suas propriedades e recuperaram áreas degradadas por meio de sistemas agroflorestais.

Manejo da castanha
O manejo sustentável da castanha do Brasil numa área de quatorze mil hectares do Assentamento Vale do Amanhecer e nas terras indígenas , além de fornecer renda aos extrativistas representa evitar a emissão de 4.566.243 t CO2.

Quando o projeto Sentinelas da Floresta teve início, em 2014, encontrou um ambiente propício de desenvolvimento. Agora, em 2018, com a nova fase do projeto Poço de Carbono Juruena, as famílias da região já sabem que novos esforços estão sendo envolvidos para o desenvolvimento sustentável.

E este é o cenário atual, que bons projetos de desenvolvimento precisam do envolvimento de vários setores da sociedade e que as soluções vão surgindo aos poucos, e de forma constante.




Iniciativas sustentáveis de Mato Grosso são apresentadas em evento internacional

Posted on segunda-feira, 12 de março de 2018 Nenhum comentário



O projeto Poço de Carbono Juruena, patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental e do Governo Federal, e o projeto Sentinelas da Floresta, que tem apoio do Fundo Amazônia, são alguns dos destaques do evento “Implementação do Diálogo na América Latina: jurisdição Mato Grosso, Pará e São Paulo”. Realizado na capital paulista nos dias 12 e 13 de março pela Tropical Forest Alliance 2020, o evento tem como objetivo facilitar a colaboração público-privada em cadeias de commodities livres de desmatamento.

Também é objetivo do seminário identificar experiências que já estão acontecendo para possíveis apoios. E é neste cenário que entram os projetos Poço de Carbono Juruena e Sentinelas da Floresta. Eles serão apresentados como iniciativas que ajudam Mato Grosso em suas metas de sustentabilidade.

Paulo Nunes, coordenador do projeto Poço de Carbono Juruena, que é executado pela Associação de Desenvolvimento de Juruena – Aderjur, explica que a experiência do extrativismo de Produtos Florestais Não-Madeireiros será o principal foco da apresentação do governo de Mato Grosso. “A parceria entre povos indígenas e agricultores na extração da castanha-do-Brasil e do babaçu é um bom exemplo para o mundo todo se inspirar”, aponta.

Para se ter uma ideia, na região Noroeste de Mato Grosso, estão envolvidas 22 aldeias dos povos Apiaká, Caiabi, Munduruku e Cinta-Larga e ao todo são 400 extrativistas indígenas ou não. Na última safra de castanha eles geraram uma renda de 900 mil reais. Outros 100 mil reais estão saindo pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab para compra de farinha de mesocarpo de babaçu.

Essa experiência está indo tão bem que a expectativa é que gere uma renda de 2 milhões de reais a partir da fabricação de derivados da castanha-do-Brasil, como óleo, biscoitos, macarrão, barra de cereais, paçoca, farinha e outros produtos. Esses produtos, assim como o extrativismo, são considerados sustentáveis porque não necessitam de desmatamento. Muito pelo contrário, o extrativismo depende da floresta conservada para existir.

Além disso, a dinâmica do extrativismo incentiva a organização de associações e cooperativas, fortalecendo o vínculo social e incentiva a economia local.

Sobre a Tropical Forest Alliance
É uma iniciativa criada após a Rio+20 entre governos, iniciativa privada e entidades sem fins lucrativos com o compromisso de zerar o desmatamento até 2020 para as cadeias de suprimento de óleo de palma, soja, carne, polpa e papel.
As iniciativas de Mato Grosso serão apresentadas na manhã do primeiro dia do evento. Na terça, 13, o coordenador Paulo Nunes participará de uma rodada de negócios para possíveis apoios aos projetos em desenvolvimento na região Noroeste de Mato Grosso.

Projeto Poço de Carbono Juruena
Desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena – Aderjur, com patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, o projeto apoia o extrativismo de castanha-do-Brasil em vários municípios do Noroeste de Mato Grosso. Também incentiva a diversificação de cultivos na recuperação de áreas por meio de sistemas agroflorestais em pequenas propriedades de Juruena. Dessa forma, os agricultores têm diversas opções de cultivos e uma renda garantida e melhor distribuída ao longo do ano. Além do benefício econômico, os sistemas agroflorestais “imitam” o comportamento da floresta, armazenando carbono e ajudando a mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Má gestão: autoridades do Mato Grosso alteram limites de área protegida pela 5ª vez

Posted on quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017 Nenhum comentário
WWF-BRASIL - As autoridades do Mato Grosso deram um péssimo exemplo de gestão ambiental no final de 2016 - quando modificaram, por meio de decreto editado pela Assembleia Legislativa daquele estado, os limites da Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt. Em 21 anos de existência, essa é a 5ª vez que os limites daquela área protegida são modificados.

A Resex Guariba-Roosevelt é uma pequena unidade de conservação, situada nas cidades de Colniza e Aripuanã, no noroeste do Mato Grosso – a mais de 700 quilômetros de Cuiabá. Ela sofre de uma série de problemas ambientais: grilagem, pesca predatória, poluição de rios, desmatamento, expansão agrícola desenfreada e fiscalização deficitária por parte dos órgãos ambientais.

A alteração de limites, no ritmo que ocorre naquela área, representa um enorme risco à conservação da natureza e ao modo de vida das populações tradicionais. Com esta indefinição, fica difícil para o poder público promover monitoramento e fiscalização por lá. Esta medida gera insegurança jurídica, aumenta a especulação imobiliária e causa mal-estar entre as populações que vivem na área - cerca de 260 pessoas, distribuídas em 54 famílias. Além disso, grileiros e fazendeiros aproveitam esta situação para avançar, cada vez mais, sobre as terras que deveriam ser protegidas e ser manter íntegras.

O documento

O decreto que fala desta quinta mudança de limites é o Decreto Legislativo 51. Ele foi publicado no Diário Oficial do Mato Grosso em 28 de dezembro de 2016 e pode ser lido aqui.

As manifestações contrárias não tardaram a aparecer: a Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva Guariba Roosevelt/ Rio Guariba (Amorarr), que reúne representantes de comunidades tradicionais da região, redigiram uma carta em que chamam a atitude de “retrocesso ambiental” e fazem diversas críticas ao modo como o estado do Mato Grosso tem tratado aquela unidade de conservação.

Um trecho do documento diz: “Este decreto legislativo atesta em seu mais alto poder destrutivo, a falta de capacidade e de vontade em consolidar esta área para uso e segurança das famílias que ali vivem há mais de um século. O retrocesso ambiental é só começo para o massacre cultural de nosso povo. Nossas famílias serão expulsas desta área caso levem esta aberração política à frente”. Eles criaram também um abaixo-assinado, pedindo que o Governo do Estado trate a gestão da Resex com mais seriedade. A imprensa local também começou a repercutir o assunto.

Consolidação

Morador da região e membro do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), Everaldo Dutra contou que o governo do Mato Grosso “nunca teve a capacidade de consolidar a reserva”. “Quem sofre com isso é a população tradicional, que não exige nada além de permanecer, em paz, às margens dos rios Guariba e Roosevelt. É aqui onde seus pais e avós estão sepultados, onde eles nasceram e onde estão criando suas famílias. Este é o direito que o estado do Mato Grosso tem negado a esta comunidade”, disse.

Everaldo contou ainda que, apesar das dificuldades, os moradores de colocações como Cujubim, São Lázaro e Bastos não abrem mão daquele território. “A comunidade lutará sempre para que a reserva seja consolidada, para que seu modo de vida seja respeitado e para que o Meio Ambiente seja protegido. Temos fé na Justiça e contamos com parceiros que apoiam nossa causa”, afirmou.

Dúvidas e incertezas

Para a analista de conservação do WWF-Brasil, Jasylene Abreu, a constante redelimitação da Resex prejudica o modo de vida tradicional das comunidades ribeirinhas. “A Guariba-Roosevelt é a única reserva extrativista do Mato Grosso e foi criada justamente para proteger a biodiversidade da área e os meios tradicionais de vivência naquela região. Mexer nesses limites ameaça esse modo de vida tradicional”, disse a analista.

Vários outros problemas também surgem deste gesto: “Essa mudança constante prejudica a gestão daquela área, diminui a efetividade dela, gera uma série de dúvidas e incertezas que não contribuem com o trabalho de proteção da natureza desenvolvido ali”, explicou Jasylene.

Histórico

Desde que foi criada, em 1996, a Resex Guariba-Roosevelt teve seus limites questionados por grileiros e fazendeiros do noroeste do Mato Grosso, que têm interesse em explorar comercialmente os recursos naturais daquela região. Ela foi oficializada por meio do decreto 952 e na época tinha 57,6 mil hectares. Já nessa época, os fazendeiros entraram na Justiça para anular este decreto de criação, alegando que a Resex foi criada sobre suas propriedades.

Seguiram-se uma série de instrumentos jurídicos que ora diminuíam, ora aumentavam o tamanho da Reserva Extrativista: a lei 7164, de 1999; o decreto 8680, de 2007; a lei 1026, de 2015; e decreto 59, de 2015.

O pedido dos fazendeiros chegou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que, em 2015, promulgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 107240. Ela determinava a inconstitucionalidade do decreto que criou a Resex, ainda na década de 90 – contribuindo com o enrosco jurídico envolvendo esta área protegida.

Esforços pela conservação

O WWF-Brasil entende que, por estar localizada na região conhecida como “Arco do Desmatamento”, a Resex Guariba-Roosevelt é fundamental para manter a biodiversidade e a integridade dos recursos naturais da região, como rios e florestas.

Em 2010, junto ao Governo do Mato Grosso, realizamos a Expedição Guariba-Roosevelt, que não só trouxe subsídios para a redação do plano de manejo da reserva, mas também descobriu, naquelas imediações, uma nova espécie de macaco, o zogue-zogue-rabo-de-fogo. A Resex também faz parte do Mosaico da Amazônia Meridional (MAM), uma iniciativa de gestão territorial que ajuda a proteger cerca de 7,2 milhões de hectares no meio daquele bioma.

Cadeia socioprodutiva da castanha-do-brasil no noroeste mato-grossense é tema de seminário em Cotriguaçu

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ICV - Visitas a campo e diálogos a respeito do quadro atual de coleta, beneficiamento, comercialização, financiamentos e políticas públicas concentrarão a programação do Seminário “Desafios e perspectivas da cadeia da Castanha-do-Brasil no Noroeste de Mato Grosso, que será realizado entre os dias 15 e 17 de fevereiro, em Cotriguaçu. O evento é uma realização da Associação de Coletores de Castanha-do-Brasil do PA Juruena (ACCPAJ), do Instituto Centro de Vida (ICV) e da ONF Brasil. A iniciativa tem o apoio do Governo do Estado.

O evento, segundo Solène Tricaud, coordenadora da Iniciativa de Desenvolvimento Rural Comunitário (IDRC) do ICV, promoverá discussões sobre conquistas e desafios que serão levadas à Câmara Técnica do Extrativismo e dos Produtos da Sociobiodiversidade – CTEPS, que está sendo rearticulada no Estado, como também propostas de novas políticas no segmento para regulamentação ambiental e trabalhista, além de apresentar cases regionais. Entre eles, da própria ACCPAJ, como também da Cooperativa Mista de Guariba (Comigua), que beneficia matéria-prima da Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt (única do Estado) e da Cooperativa de Agricultores do Vale do Amanhecer (Coopavam), de Juruena. As duas últimas já comercializam produtos derivados da castanha-do-brasil em escala.

Os participantes realizarão no primeiro dia, visitas monitoradas em áreas de coleta, dentre as quais a Fazenda São Nicolau, da ONF Brasil. Nos dois dias seguintes, haverá apresentações, diálogos e construção de propostas de encaminhamentos.

No dia 16, das 16h30 às 20h, haverá também um espaço aberto ao público em geral, na Câmara dos Vereadores de Cotriguaçu, com feira de produtos locais do extrativismo regional, que envolve além da castanha, outras cadeias socioprodutivas, como do babaçu e apicultura, com doces, bolachas, mel, farinhas, óleos e artesanatos. Os visitantes poderão ainda apreciar exposição de fotos.

Tecnologias Sociais ganham manuais digitais

Posted on sexta-feira, 30 de dezembro de 2016 Nenhum comentário
Assessoria - O Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da Fundação Banco do Brasil reúne 850 experiências, capazes de gerar efetiva transformação social e de resolver os  mais diversos problemas sociais nas áreas de alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde.  Estas Tecnologias Sociais (TS) foram certificadas em oito edições do Prêmio Fundação Banco do Brasil e estão prontas para serem reaplicadas.

Para facilitar a implementação, oito propostas vencedoras, finalistas e certificadas foram manualizadas, com as noções e diretrizes relativas à implementação das técnicas. Elas foram sistematizadas com o intuito de orientar os seus reaplicadores, tendo por base outras experiências bem sucedidas.  A proposta consiste em disponibilizar a técnica à interessados nessas metodologias para a solução desses problemas .

 As Tecnologias Sociais aliam conhecimento popular e acadêmico, com participação da comunidade usuária no desenvolvimento e implementação, gerando resultados comprovados na resolução de seus problemas. No contexto de atuação da Fundação BB, as TS focam eminentemente a solução de problemas das comunidades menos favorecidas da população brasileira. A manualização contou com a colaboração das entidades responsáveis pela certificação de cada Tecnologia Social, explicando, em detalhes, como envolver a comunidade, implementar a técnica e promover eventuais adequações às especificidades locais.

Os manuais podem ser acessados nos links abaixo.

- Agrofloresta baseada na estrutura, dinâmica e biodiversidade floresta

- Metodologia do PIC (Projeto de Inclusão Comunitária)

- PRV como Base Tecnológica para Produção de Leite Agroecológica

- Água Limpa - Desafio para o desenvolvimento consciente e sustentável

- Ensino Médio com Intermediação Tecnológica: Inovação na Educação Básica da Bahia

-  Fossa Ecológica-TEvap

- Horta Comunitária - Inclusão Social e Produtiva

Embrapa recebe R$ 30 milhões para agricultura familiar

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Assessoria - Recursos oriundos do BNDES Fundo Social serão destinados à implementação do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável - InovaSocial
 - Programa é voltado à geração e difusão de conhecimentos e tecnologias desenvolvidas pela Embrapa, e ao fortalecimento de redes de agricultores familiares nas cadeias produtivas de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas, nas regiões do Semiárido Nordestino, Goiás e Rio Grande do Sul

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou nesta terça-feira, 27, contrato de apoio financeiro não reembolsável com a Fundação Eliseu Alves (FEA), no valor de R$ 30 milhões, com recursos oriundos do BNDES Fundo Social, tendo como interveniente a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

 Os recursos serão destinados à implementação do Programa de Apoio à Inovação Social e ao Desenvolvimento Territorial Sustentável – InovaSocial, que promoverá a inclusão produtiva na agricultura familiar por meio da transferência de conhecimento da Embrapa para a produção animal e vegetal de pequenos agricultores beneficiando 5.530 famílias.

O Programa financiará a execução de seis projetos territoriais, sendo três para geração e difusão de conhecimentos e tecnologias nas etapas de produção, processamento e comercialização das cadeias de caprinos e ovinos; e três projetos para resgate, preservação, multiplicação, estoque, distribuição e comercialização de sementes agroecológicas.

Abrangência do Programa – O público-alvo do Programa são agricultores familiares e suas organizações (associações e cooperativas), incluindo assentados da reforma agrária, povos e comunidades tradicionais, jovens e mulheres. Serão beneficiados 203 municípios de oito estados, sendo seis no Nordeste (Ceará, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Bahia), um no Centro-Oeste (Goiás) e um no Sul do país (Rio Grande do Sul).

A escolha dos municípios foi feita com base no histórico de atuação da Embrapa, com prioridade para territórios com densidade de produção e relevância social e econômica na produção de caprinos e ovinos e de sementes agroecológicas por agricultores familiares.

Impacto – Apesar de não atuar em cadeias de alto valor agregado, o Programa InovaSocial terá desdobramentos territoriais relevantes por atuar majoritariamente em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) baixo ou médio, mesmo em estados como o Rio Grande do Sul.

A parceria pioneira do BNDES Fundo Social com a Embrapa permite alinhar inovação com inclusão produtiva, fortalecendo os processos produtivos, de agregação de valor e comercialização dos produtos da agricultura familiar. A Embrapa foi enquadrada como parceira estratégica do BNDES Fundo Social por ser referência em inovação no setor agropecuário e por ser a única capaz de promover junto aos agricultores de baixa renda a transferência das tecnologias desenvolvidas por seus pesquisadores.

 Prazo de execução – O prazo de implantação do Programa será de 60 meses. O primeiro ano será destinado ao planejamento da execução, à construção coletiva dos projetos territoriais, à aprovação dos projetos e à formalização do apoio junto aos beneficiários finais. Os projetos apoiados deverão ser executados em até 36 meses. O último ano será destinado à avaliação dos resultados, gestão do conhecimento e comunicação dos resultados.


Governo de Mato Grosso precisa dar respostas para destravar agendas ambientais

Posted on terça-feira, 11 de outubro de 2016 Nenhum comentário
Foto: Júnior Silgueiro/Governo MT
ICV - “A Estratégia Produzir, Conservar e Incluir (PCI), lançada no final do ano passado pelo governo de Mato Grosso, pode ser um processo transformador e uma grande oportunidade para o estado. O cenário é favorável, mas o governo precisa agir. É preciso dar respostas e encaminhar as questões necessárias para que sua implementação saia do papel e comece a acontecer na prática”. Esse foi o recado dado pelas organizações não governamentais (ONGs) que integram a PCI, durante reunião realizada na última semana, em Cuiabá, envolvendo todos os representantes setoriais responsáveis pela construção da proposta, incluindo o recém-eleito diretor executivo da Estratégia, Fernando Sampaio.
Os representantes das ONGs ressaltaram que tem trabalhado na busca de apoio junto a importantes atores da comunidade nacional e internacional porque acreditam que a PCI reúne condições para fazer acontecer um modelo inovador de desenvolvimento rural com avanços nas áreas da produção agrícola, do meio ambiente, da agricultura familiar, e com contribuições na agenda climática mundial. Fazem parte deste cenário favorável instrumentos preestabelecidos de políticas públicas, como o Sistema Estadual de Redd+ e o Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis (PMS), aliado à vontade política demonstrada, no ano passado, pelo governo estadual de assumir compromissos e metas, principalmente no que diz respeito a redução do desmatamento ilegal e ao fortalecimento da agricultura familiar.
Contudo, chama a atenção o fato de que, passados dez meses do lançamento da PCI, poucos avanços aconteceram e decisões consideradas importantes não estão sendo tomadas na velocidade necessária. Entre os riscos apresentados pelas ONGs estão a manutenção das altas taxas de desmatamento ilegal, sem a divulgação de dados que permitam o acompanhamento e controle social, a falta de definição sobre os mecanismos de restauração de áreas degradadas, previsto no Programa de Regularização Ambiental (PRA), ausência de respostas sobre os planos de metas dos municípios, realizados no âmbito do PMS, além da falta de resposta a investidores externos que já sinalizam interesse no Sistema Estadual de Redd+.
O quadro de oportunidade é considerado enorme, com cenário favorável à captação de recursos externos para o Estado, mas se não houverem respostas rápidas, isso não vai acontecer em Mato Grosso.
“Temos tudo para tornar a PCI uma estratégia transformadora de Mato Grosso. Inclusive parceiros para fazer isso acontecer. Mas precisamos começar a entregar resultados dos compromissos assumidos. É preciso passar da declaração de intenção para a prática”, declarou Alice Thuault, diretora adjunta do Instituto Centro de Vida (ICV), que falou em nome das organizações socioambientalistas que compõem o bloco de ONGs: Instituto Socioambiental (Isa), Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e a The Nature Conservancy (TNC).
A próxima reunião do comitê gestor da PCI acontecerá no dia 31 de outubro, quando se espera que seja apresentado um plano de ação para destravar as agendas.
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