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ICV inicia plantio para recuperação de áreas de preservação permanente

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ICV - Foi dada a largada para recuperação de mais de 25 hectares de beiras de rios e nascentes na região de Alta Floresta, norte de Mato Grosso, na primeira fase do trabalho de recuperação de áreas de preservação permanente degradadas (APPDs) e reserva legal (RL) realizado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) em propriedades rurais. Através do Programa Novo Campo a ação integra a estratégia do ICV de tornar a cadeia da pecuária mais sustentável, melhorando o desempenho econômico e ambiental da atividade, reduzindo assim a pressão sobre a área de floresta e evitando assim novos desmatamentos. A ação também está ligada as políticas de desenvolvimento territorial buscando a regularização ambiental, prevista no Programa Mato-grossense de Municípios Sustentáveis (PMS). Dentro desta proposta técnicos das secretarias municipais de meio ambiente e agricultura do Portal da Amazônia, além professores e alunos da Unemat, tem participado da fase de diagnóstico, projetos e acompanhando o plantio, que está sendo realizado até esta sexta-feira.

A iniciativa – que conta com a consultoria de Ricardo Ribeiro Rodrigues, do Laboratório de Ecologia e Restauração Florestal, da Universidade de São Paulo (USP), e André Nave, diretor da Bioflora (empresa de tecnologia da restauração) – começou em outubro, com um diagnóstico ambiental e um Plano de Recuperação de Áreas Alteradas ou Degradadas (Prada), com definição dos locais e das espécies a serem utilizadas em cada uma das propriedades. Além da melhora do potencial hídrico das fazendas participantes outros benefícios poderão ser percebidos como aumento na diversidade e quantidade de pássaros.

O restauro está sendo feito através do plantio de um mix de 16 sementes, escolhidas pelo potencial de “recobrimento” da área, preparando para as espécies futuramente introduzidas. Já as mudas foram adquiridas através de uma parceria com as secretarias de Meio Ambiente de Carlinda e Alta Floresta. Técnicos do ICV acompanham as atividades nas nove fazendas participantes desta primeira fase. Após os primeiros 5 dias do plantio já é possível ver as primeiras sementes da adubação verde germinando. Essas plantas vão auxiliar no sombreamento, combate ao capim e na fixação de nitrogênio no solo. As nativas, plantadas em entrelinhas intercaladas com a adubação levam um pouco mais de tempo, sendo as precursoras da futura floresta além de atrair a fauna local.

No mês de janeiro haverá nova visita dos consultores para avaliação do resultado do plantio, na etapa de monitoramento. Após essa primeira fase, mais 75 hectares serão plantados entre 2016/17, somando um total de 100 hectares experimentais dentro do projeto. “Com a formação dos técnicos regionais que acompanham o processo, esperamos dar início a um núcleo de plantadores floresta, atendendo a demanda do Programa Novo Campo e também fortalecendo as iniciativas que já existem na região.”, conclui Eduardo Florence, coordenador da Iniciativa de Pecuária Integrada do ICV.
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