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Em menos de uma semana, 35 mil pessoas participam de petição contra artigo do carvão

sábado, 5 de novembro de 2016

WWF-Brasil -Neste dia 4 de novembro, em que o Acordo de Paris entra oficialmente em vigor, representantes das organizações ambientalistas WWF-Brasil, Greenpeace Brasil e SOS Mata Atlântica encaminharam para a presidência da República um documento contendo 35 mil assinaturas. A petição, que também tem o apoio da ONG Uma Gota Oceano, pede o veto de Michel Temer ao artigo 20 da Medida Provisória (MP) 735, que incentiva o uso do carvão para a geração de eletricidade.
Ao prever a criação de novas térmicas a carvão, o documento, aprovado no meio de outubro no Congresso Nacional, vai contra o que propõe o acordo climático que o país recentemente ratificou. E, portanto, pode causar um grande constrangimento ao país na 22ª Conferência do Clima, que começará segunda-feira em Marrakesh, no Marrocos.
“A entrada em vigor do Acordo de Paris é uma data extremamente simbólica. O Brasil não pode assumir uma posição a favor da redução das emissões no cenário internacional e, ao mesmo tempo, apoiar um projeto de incentivo a carvão”, comentou André Nahur, coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil.
Ainda de acordo com ele, o incentivo ao carvão é algo que impacta todo o planeta. “O relatório da UNEP divulgado nesta quinta-feira enfatizou mais uma vez que ainda precisamos aumentar em muito o nosso esforço para cumprir o Acordo de Paris. Investir em novas térmicas é ir na contramão desse movimento”, continua Nahur.
O prazo para Temer vetar ou não o artigo é de 15 dias após o recebimento da aprovação do Congresso. Assim, o presidente tem até o dia 17 de novembro para tomar a decisão se suja ou não a matriz elétrica brasileira.
“O grande número de assinaturas que conseguimos em apenas uma semana mostra que a população não aceita incentivos a uma fonte de energia tão cara e poluente quanto o carvão”, diz Pedro Telles, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
A lista de assinaturas será atualizada e entregue semanalmente até a data final e a decisão do presidente.
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