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Brasil, Bolívia e Peru discutem estratégias para promover desenvolvimento de comunidades

quarta-feira, 1 de junho de 2016

ONU - Representantes do Parque Nacional Alto Purús e da Reserva comunal Purús — no Peru —, do Parque Estadual Chandless e da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema — do Brasil — e da Reserva Manuripi — da Bolívia — concordaram na semana passada (24 e 25) em desenvolver ações conjuntas para garantir a preservação da região amazônica e sua biodiversidade.

Reunidos em Rio Branco em evento realizado pela organização latino-americana Redparques — cuja secretaria técnica é exercida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) —, as lideranças propuseram medidas que incluem a identificação de novos produtos das florestas que podem ser explorados de forma sustentável.

Uma das sugestões é investigar os mercados relacionados a insumos como a castanha e o óleo de copaíba, a fim de entender como seria possível aumentar a oferta ou explorar outras cadeias produtivas. A criação de um certificado de origem envolvendo os três países vizinhos para produtos florestais foi uma das possibilidades abordadas.

Outro destaque dos debates foi a elaboração de estratégias de controle fronteiriço para o monitoramento da biodiversidade e de riscos de contaminação.

O representante do setor turístico do Parque Estadual Chandless, Mack Willson, destacou que os rios do Brasil nascem no Peru e que tudo que acontece aos cursos d’água no país vizinho tem importância fundamental para a população brasileira. Por isso é importante “trabalhar em equipe” para cuidar dos recursos compartilhados, explicou Willson.

As discussões também incluíram a necessidade de atrair mais agentes — como organizações não governamentais, instituições públicas, pesquisadores e cooperação internacional — para intensificar o trabalho de preservação combinado à segurança alimentar e à sustentabilidade financeira das populações locais.

Iniciativas conjuntas de turismo também devem aumentar a geração de recursos para as comunidades. Estas ideias serão reunidas em um plano de ação para o trabalho dos países.

“Aqui, existe um universo muito grande de atividades e é necessário buscar aliados e sócios que podem complementar e fortalecer este plano”, destacou o coordenador do projeto de Integração das Áreas Protegidas do Bioma Amazônico (IAPA), José Antonio Gómez. A iniciativa apoiou a Redparques na organização dos encontros no Acre.
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