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Ricos são responsáveis por metade das emissões de carbono no mundo

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Akatu - Comentário Akatu: a crescente concentração de dióxido de carbono na atmosfera é a principal responsável pelo aumento da temperatura do planeta, sinalizando a relação de interdependência ao longo da história entre a ação humana e o impacto sobre os ecossistemas e o comportamento climático. Não é somente a poluição industrial que gera esse tipo de alteração climática: desmatamento, exploração pecuária em larga escala, utilização de meios de transportes movidos a combustíveis fósseis, e energias geradas de forma poluente também entram nessa lista. Se os consumidores são parte da origem do problema, também são parte de sua solução. Por meio de mudanças em suas práticas cotidianas, os consumidores se percebem como cidadãos e se empoderam, forçando as empresas a produzirem de forma mais limpa. Este novo comportamento e esta nova consciência são primordiais para reduzir o aquecimento global e suas consequências ruins ao clima do planeta.

Metade das emissões de carbono é produzida pelos 10% mais ricos do mundo, segundo relatório divulgado hoje (2/12) pela organização Oxfam.

Um percentual bem menor das emissões mundiais de carbono (10%) é produzido pela metade mais pobre da população do planeta, que são 3,5 bilhões de pessoas.

O relatório da Oxfam, “Desigualdade extrema de carbono”, oferece informações sobre as diferenças de estilo de vida, de consumo e de emissões de carbono entre cidadãos ricos e pobres em vários países. Algumas conclusões do relatório:

-    Uma pessoa que pertença ao grupo do 1% mais rico do planeta emite, em média, 175 vezes mais carbono que a média do que alguém que pertença ao grupo dos 10% mais pobres.

-    Uma pessoa que pertença ao grupo dos 10% mais ricos da Índia emite apenas um quarto  do carbono usado por alguém que pertença ao grupo dos 50% mais pobres nos Estados Unidos .

-    O total de emissões da metade da população mais pobre da China, de cerca de 600 milhões de pessoas, equivalem a apenas um terço do total de emissões dos 10% mais ricos dos Estados Unidos, cerca de 30 milhões de pessoas.

De acordo com o relatório, as únicas pessoas que se beneficiariam de um acordo fraco na COP-21, em Paris, seria um seleto grupo de bilionários, que obteve fortunas na indústria de combustíveis fósseis. Os mais pobres são mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, independente do país onde vivem. Secas, inundações e tempestades irão atingir tanto os Estados Unidos quanto ás Filipinas, de acordo com a Oxfam. Mulheres, especialmente aquelas que vivem em comunidades rurais, são as mais suscetíveis, já que dependem da agricultura para viver.

Faça o download do relatório “Desigualdade extrema de carbono”, da Oxfam, (em inglês)







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